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Paulinho Nogueira, um mestre da Música Popular Brasileira e suas raízes

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Memórias do Brasil

Descrição:

“A gente sempre quer fazer algo melhor do que a gente já fez. Deixa eu afinar o violão, que violão desafinado é uma droga.

Quando eu nasci, o violão de certa forma já fazia parte da família. Meu pai tocava, dois irmãos tocavam, então eu já cresci no meio da música. Um belo dia eu peguei um violão assim de brincadeira, um dos meus irmãos viu, me ensinou a usar cordas, assim e tal, daí me apaixonei pela coisa e deu no que deu né.

Influencias eu tive mais sobre os meus alunos, eu toquei por exemplo eu fui professor deles.

Entrevistado: Toquinho – Cantor e Compositor
Logo que eu resolvi aprender violão, eu procurei Paulinho Nogueira que já era um grande mestre.

Entrevistado: Paulinho Nogueira – Músico
É um cara que virou mais um amigo da gente entende. Em 79 eu e outros artistas, o Gonzaguinha, o Djavan, fomos todos convidados pelo Chico para ir para Cuba assistir o Festival Caia Festa que chamava… aí a gente constatou o prestigio do Chico Buarque lá. Ele conseguia coisas que só ele conseguia pra gente, inclusive o Fidel Castro só recebeu a nossa delegação por causa do Chico Buarque.

Há uns 8 meses atrás, eu lancei um disco chamado Chico Buarque primeiras composições. Peguei aquelas grandes melodias do Chico, por exemplo, uma coisa que eu acho linda, Carolina por exemplo. No show as pessoas cantam comigo, eu não mando cantar e cantam, por exemplo, roda viva. Então emociona um pouco. Eu sou mais ligado ao pessoal da bossa nova aquele tipo de música do Tom Jobim, Vinicius, Carlos Lira aquilo pra mim é porque é uma música que dá pra fazer um arranjo, uma harmonia bonita um negócio que transmita alguma coisa pra gente.

O pessoal não esquece dessas músicas está lá dentro. Felizmente ainda existem grandes compositores por aí tipo Ivan Lins.

A música boa ela desaparece, mas não morre. Num está quase nas rádios, não está na televisão, mas está no coração das pessoas. Isso é muito importante.”

Abril de 2003