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Pena Branca e Xavantinho, expoentes da raiz caipira

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Memórias do Brasil

Descrição:

“A gente começou em 61, mas a gente já cantava na roça, folia de reis. Aí quando a gente mudou para a cidade, de 61 para cá, que a gente começou no rádio. 68 para 69, a gente foi para São Paulo. Aquela ansiedade de poder gravar um disco. Mas achou que era só chegar lá e gravar. Aí que o negócio pegou firme. Fomos conseguir gravar o primeiro disco em 1980 através daquele programa “Som Brasil” e a gente gravou para participar de um festival, MPB Shell. Nós fizemos umas passagens gerais até chegar a uns 14 discos que a gente gravou.

E aí a gente veio naquela luta toda. Tivemos um acidente de 86 para 87, meu irmão se machucou. E a gente naquela época tinha aquele negócio… machucou, mas não está sentindo nada. E aquilo ali foi atrofiando. Ele sentiu um problema na perna, depois comprou uma bengala, daí passou para outra perna, para duas bengalas, depois para a cadeira de rodas, até que em 99 eu perdi ele.

Eu, com Xavantinho, fizemos 40 anos juntos. E depois que ele foi embora, com um repertório que já tínhamos feito, eu gravei esse disco. Eu tive a felicidade de, em 2001, eu ganhei o Grammy latino-americano.

Grupo Viola de Nóis: Nós fizemos um tributo a Xavantinho. Nós convidamos o Pena Branca para participar desse show, mas ele não pôde ir porque estava gravando o CD “Semente Caipira”. A gente propôs para ele então que fosse a Uberlândia fazer o lançamento do CD primeiro em Uberlândia, que a gente montaria uma banda para acompanha-lo. Nós fizemos um show maravilhoso, o Pena gostou, “então vamos continuar juntos”. E aí a gente está juntos há 5 anos e meio. E a gente teve esse privilégio de estar junto com esse ícone da música popular brasileira que é o Pena Branca.

A música caipira que o Pena faz é a verdadeira música caipira, é a única música que ainda fala da roça, fala do campo, fala dos costumes sertanejos.”

Setembro de 2005