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Picasso não Pichava. Grafite é arte, pichação é crime

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Memórias do Brasil

Descrição:

“O “Picasso não Pichava” é um projeto que visa tirar a molecada da rua, que está desocupada, que está na ociosidade, trazer para o espaço e ensinar arte para elas. Eu era pichador desde 1996. Fui preso e no ano passado eles me chamaram para trabalhar aqui como monitor para resgatar as pessoas que eu conheço daqui da comunidade do Paranoá. O projeto “Picasso não Pichava” começou em 1999. Já tiramos das ruas mais de 2.000 adolescentes. Nós temos lista de espera com mais de 200 nomes esperando uma chance para vir aprender a arte do grafite.

Quem está aqui no projeto hoje em dia não tem envolvimento mais com crime, com drogas, com a ociosidade. O grafite está inserido no movimento hip hop na parte plástica, na parte da arte mesmo. Porque o movimento hip hop é composto de 4 elementos: o break, que é a dança, o DJ, o MC, que é o mestre de cerimônias que canta o rap, e o grafite, que complementa a arte do hip hop. Acho importante as pessoas começarem a se motivar tanto a procurar um jeito de se ajudar, como ajudar as pessoas que estão precisando também através de projetos como esse. É muito importante.

Acredito que a gente tem que mudar alguma coisa. O mundo pode mudar um dia. Dessa forma, é lógico que não vai mudar mas já é uma contribuição. A minha parte estou fazendo. Me sinto satisfeito pra caramba.”

Julho de 2003