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Projeto ‘Judô com Tranquillini’ de inclusão social

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Memórias do Brasil

Descrição:

Tranquillini: O nosso projeto é super desburocratizado. O garoto chega aqui, já sai com kimono, a fichinha dele pronta e treinando judô. Quais são as regras? O garoto tem que usar a logomarca dos Correios. Segundo, o garoto não pode se meter em briga, confusão na escola, tem que ajudar na escola quando for preciso. Notas, quem tiver nota baixa já sabe, toma puxão de orelha e na segunda a gente vai ter que conversar. A terceira, assiduidade na escola.

Esse projeto já está instalado, nós atingimos o objetivo de 200 crianças. Por exemplo, nós temos uma academia no Gama onde os garotos são matriculados já na academia do Moacyr, a Corpore, e lá ele pega 30 crianças. Sensacional o Gama, fiquei emocionado. A organização dos diretores, a participação da escola.

Kelly Serafim: Eu trabalho no Riacho Fundo junto com o professor José Mario Tranquillini nesse projeto “Judô com Tranquillini” e de início nós recebemos 40 crianças. Participando desse projeto, alguns deles já são medalhistas aqui do Distrito Federal.

Tranquillini: Um caso por exemplo de São Sebastião, não tem academia. Eu tive que comprar uns tatames e levar o professor. O judô merece isso. O judô merece esse sacrifício porque nós temos duas medalhas olímpicas, muito mais do que o futebol com essa hiper estrutura, esse hiper patrocínio, mais do que o vôlei, mais do que muitos outros esportes que contam com patrocínio muito forte.

Tenho 33 anos no judô e achei que não seria justo um atleta como eu, 33 anos lutando, cheio de torneios e de repente “parei, vou viver do que?”. O governo investiu em mim, eu tenho que retornar essa coisa de algum jeito pro pessoal.

Eu pretendo chegar até a faixa vermelha, se puder. Meu sonho? Ser campeão nas olimpíadas.
Tenho 11 anos e quero pedir e agradecer também o Tranquillini e a Kelly que me deram a oportunidade de estar fazendo judô, de estar competindo, aprendendo mais.
Eu gostaria de conseguir ir nas olimpíadas.
Eu pratico judô há 2 anos, mais ou menos. O judô é um esporte bem saudável que dá pra todo mundo praticar.

Tranquillini: É um teste esse projeto, ele deve acabar agora em fevereiro. A data limite é fevereiro. Março acaba. E eu, se não renovar com os Correios, esse contingente de criança vai ficar por aí, é como dar um doce e depois tirar. Eu sou uma pessoa muito esperançosa. Eu acredito que esse projeto vai renovar, que vai ter outras parcerias, eu to brigando pra isso.

O lema do nosso projeto é ser rápido. São 200 crianças e pretendo passar para 1.000 crianças. E aqui em Brasília nós vamos ser o celeiro referente de judô: quer falar em judô, vai ter que pensar em Brasília.

Dezembro de 2001