Renato Mattos, sua história e o contato próximo com Cássia Eller

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu sou baiano, vim para Brasília em 1974. Comecei a fazer movimentos culturais aqui com teatro, fazer cenário de teatro com os artistas plásticos. E colocava música em teatro. Trabalhei no grupo Pitu, com Hugo Rodas. Fiz Saltimbancos no Brasil inteiro. A minha convivência aqui foi com todos, até agora eu fiz uma música que Léo Jaime gravou, as pessoas conhecem. Eu fui para os Estados Unidos em 1986. Já tocava aqui no Bom Demais com Cássia Eller, com Renato Russo.

O contato com Cássia era praticamente diário porque tinha uma sala no Rádio Center que ela frequentava muito. E uma das provas de resultado de toda essa convivência foi o último show que ela fez aqui no Teatro Nacional chamado Ondas Tropicais. Fizemos esse show de despedida. Nem sabíamos se ela ia embora mesmo, mas foi o que aconteceu. Tanto que eu tenho um resultado desse show que é uma música gravada por nós dois juntos que eu estou incluindo no meu novo CD. Sem oportunismo, claro, porque eu não curto esse negócio de oportunismo. Detesto esse negócio de indústria da morte que a sociedade, a mídia faz. A pessoa morre fica aquele preço da genialidade. O que a gente não aproveitou dela? Ela passou pela gente e a gente não soube dar… porque a morte vem para dar respeito à vida. É isso aí. Eu estou aqui, estou homenageando a Cássia porque ela é minha amiga também. É maravilhoso a Funarte ganhar esse nome. É mais um espaço cultural para ser usado em Brasília. Acho interessante. Hoje em dia a Funarte está se recuperando, levantando, e o Brasil precisa da Funarte. Aqui é a nossa Ermida Cássia Eller.”

Agosto de 2003