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Repente e sua raíz na Grécia antiga passando pela Idade Média até chegar ao Brasil

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Memórias do Brasil

Descrição:

Cícero Monteiro, funcionário público e cantador: Sou paraibano, filho de Pombal da Paraíba. Tenho essa afinidade de poesia que Deus me deu porque é perene. Infelizmente, não vivo da profissão. Tinha vontade de viver, mas trabalho. Eu sou funcionário público, graças a Deus. Vontade de viver só cantando eu tenho, mas infelizmente não posso. E ser poeta é a coisa mais importante que Deus já fez para o homem é a poesia. Rico porque sou poeta. O meu trabalho não vale nada, minha vida é essa, ser poeta, repentista, cantar, brincar, fazer tudo que a gente quer. As vezes a gente sai de casa sem pensar o que está dizendo e chega na hora tem tudo. Esse aqui é que é o rico. Que nasce e quando morre leva e não deixa para ninguém. Ser poeta.

Valdenor de Almeida, professor e cantador: Eu vim para Brasília há 10 anos atrás e há mais de 15 eu sou repentista. O repente não nasceu conosco aqui no Brasil. A sua raiz está na Grécia Antiga, na época dos pastores. Durante toda a idade média ele passou pela Europa dos menestréis ingleses, dos bardos espanhóis, dos portugueses, e ele veio ao Brasil na época da colonização com os portugueses. Apesar de ter vindo de outros países, hoje o único país que cultua a cantoria é o Brasil, especificamente a região nordestina.

Dá para viver do repente?
Dá, e muito bem. Dependendo do cantador e do local onde ele vive dá para viver.

Vocês fazem shows em diferentes lugares do Distrito Federal?
Eu não vivo exclusivamente da profissão, eu sou professor da Fundação Educacional há quase 10 anos e não vivo da cantoria. Faço a cantoria como um hobby. Para mim é uma coisa que eu faço independente de dinheiro. Eu faço porque gosto. Mas muitos cantadores vivem mesmo de cantoria, dos festivais, de apresentações em sindicatos, em escolas, em qualquer evento que a pessoa queira fazer.

Elias Ferreira, repentista: Eu comecei a cantar com meus 18 anos. Hoje tenho 32. Se eu tivesse nascido presidente e não fosse um repentista eu seria o mais pobre do mundo. Eu sou de uma das terras mais bonitas, da cidade de Itapeti. Eu já nasci sendo um repentista.”

Março de 2000