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Rio Negro & Solimões, a história e os sucessos

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Memórias do Brasil

Descrição:

“É uma homenagem ao Rio Negro e ao Rio Solimões pela história que envolve esses dois rios que estão no estado do Amazonas. Um tem a água mais escura, outro tem a água mais clara. Quando se encontram formam o Rio Amazonas, tem a pororoca. É uma história linda que as pessoas têm que conhecer. Então a gente fez uma homenagem. Hoje graças a Deus estamos arrebentando em todo o Brasil. A gente está levando música sertaneja e geografia.

Eu sou mais escuro então eu tinha que ser o Rio Negro. O Solimões é mais claro. É desse jeito os rios, então tinha que ser assim. E o Rio Negro entra no Solimões rasgando.

O Rio Negro, como é menor, então o Solimões vai montando nele, arregaçando tudo.

O que vocês faziam antes de virarem músicos tão famosos?

A gente trabalhava de sapateiro. Viemos da roça e nos conhecemos dentro de uma fábrica de calçados em Franca. Começamos a cantar lá dentro da fábrica. Depois catamos um violão cada um e cantamos nos botecos, nos barzinhos da vida. Automaticamente a coisa veio crescendo. Os amigos foram reunindo. Depois a gente começou a participar dos festivais. Rio Negro começou a compor, alguns outros artistas começaram a gravar e a gente foi entrando no mundo da música automaticamente. E depois, nós estamos aí com 7 discos estourados.

Qual foi a primeira música que estourou?

Em termos nacional, foi De São Paulo a Belém. Mas o maior sucesso, sem dúvida é o Bate o Pé.

O povo anda sentindo que a terra anda tremendo um pouco no Brasil, mas não é terremoto, é o povo que está batendo o pé, porque todo canto do Brasil a moçada está batendo o pé com Rio Negro e Solimões.

A gente faz um trabalho diferente. A gente tem uma identidade. Hoje já tem até gente fazendo coisas no nosso estilo. A gente acha até legal que está seguindo nossos passos. A gente persistiu muito. A gente sempre procurou deixar uma boa imagem onde a gente passa, fazer um trabalho honesto. Eu acho que isso tudo foi fundamental.

O pessoal as vezes fica imaginando que eu vou subir no palco e contar piada. Mas quando eu chego no palco o povo percebe que eu sou a piada.

Deus deu esse dom para a gente de ser bem descontraído, de deixar o povo à vontade. Não é só cantando que a gente leva alegria para o pessoal. É no camarim, é batendo papo, nas entrevistas. A beleza nossa que é imensa, os dois homens mais bonitos do planeta. Tudo isso vai somando para a alegria do povo.”

Março de 2000