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Roberto Correa, a viola caipira, a congada, a Folia de Reis, a catira

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Minha carreira eu dou por início em 1983, quando eu fiz o primeiro recital aqui em Brasília, no Galpãozinho. De lá para cá, eu levei a viola para 26 países, já rodei o mundo inteiro, fui para a China, Japão, Alemanha. Enfim, com a viola caipira e a viola de cocho. E aqui no Brasil também realizei vários trabalhos, tenho onze CDs gravados, gravei com Inezita Barroso, tive participações em discos que tiveram expoentes na música rural.

Primeiro disco que eu gravei tinha participação do Rolando Boldrín, enfim, muitos trabalhos e muita estrada que eu rodei e pretendo rodar ainda. Eu sou um compositor, um violeiro. Meu instrumento de expressão é a viola, a viola de arame, que aqui no Brasil central a gente conhece por viola caipira. Também a viola de cocho, que é um instrumento do pantanal. Tem também essa violinha maravilhosa, que é uma viola caipira também.

E sou um pesquisador porque, para aprender sobre viola, eu tive que ir a campo atrás dos violeiros antigos e com eles aprender o que eu sei de viola e desenvolver o que eu aprendi. Usufruindo da técnica e inventando novas técnicas. Buscando elementos para a minha formação como músico, como ser humano, enfim, como violeiro. Eu estudo muito para tocar as minhas peças. Eu componho peças complicadas, uma música contemporânea, algumas peças bem rebuscadas, mas tudo dentro da linguagem da viola, da riqueza do instrumento. O instrumento permite que você faça uma parte rítmica muito diversa, harmonia. A gente mostra a riqueza e a diversidade da nossa cultura popular. Então eu tenho me dedicado a isso. Catira, Folia de Reis, congadas, para que as pessoas possam conhecer e usufruir dessa riqueza que é a nossa cultura popular.

A viola é minha vida. A minha vida se confunde com o instrumento. A gente não sabe direito o que quer na vida e em determinado momento você descobre e aí você tem que abraçar com unhas e dentes isso que você descobriu que você é fazer o melhor possível disso, porque você encontrou a sua sina e a minha sina é ser violeiro. Toda a minha concentração, a minha dedicação, o meu empenho, o meu foco é a viola e ser um grande músico. Estudar para ser um grande músico sempre.”

Outubro de 2004