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Silverio Pessoa, o forró e a rica cultura pernambucana

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu venho da zona da mata norte de Pernambuco. É uma cultura que tem como principal característica a arritmia, polirritmia. A zona da mata que, sacrificada economicamente, celebra e tem tradições na área de crenças, de danças e eu venho dessa cultura principalmente da cultura das feiras livres, em carpina na zona da mata norte em Pernambuco. A feira ainda é um local que concentra cantores, cavalo marinho, emboladores e o forró.

Foi no Recife que eu conheci outro gênero de música e meu trabalho é essa confluência de estilos de gêneros mas colocando como ponto principal o forró.

Pernambuco tem uma história de resistência e de revolução muito grande na área de música também. A gente começou com Luiz Gonzaga, Capiba depois veio Lenine, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e agora tem toda uma nova cena chamada com Chico Science, Mundo Livre, Nação Zumbi. Cada vez mais eu acredito que o povo tenha essa verve, essa sede de resistir e afirmar seu potencial cultural.

Atualmente a gente tá lançando “Bate o Mancá, povo dos canaviais” meu primeiro disco solo. É um disco que tem como eixo de composição, a obra de Jacinto Silva um grande coquista alagoano que faleceu recentemente. Morava em Caruaru.

E o disco é esse. É uma colcha de retalhos, assim principalmente, as várias possibilidades que o forró pode ser. Metamorfosear. E eu acho que a gente tá cumprindo talvez essa função de estabelecer uma verdade do que diz respeito essa palavra forró. Esse ritmo não é menos travestimento, é mais autenticidade e é mais etnia quando a gente fala a palavra forró.”

Dezembro de 2001