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Tom Capone Especial parte 2. Um dos maiores produtores da música brasileira

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Memórias do Brasil

Descrição:

Kiko Peres, músico e produtor: Ele foi com certeza um dos maiores produtores musicais do Brasil, se não o maior. Era um cara ousado dentro do estúdio, que realmente gostava de inovar. Foi uma perda para a gente. Mas ele pôde deixar o toque dele em tantos discos. Uma coisa que eu sinto nas produções dele, tanto quando ele fazia rock quanto MPB é que ele sempre trazia uma linguagem nova e tirava um pouco da caretice. Acho que essa foi a maior herança que ele deixa para a gente. De inovação, de fugir daqueles padrões pré-estabelecidos, daquela visão arcaica de se produzir música.

É um cara que estava sempre a frente. Trouxe qualidade internacional para a produção musical do Brasil. Eu me sinto honrado de ter trabalhado com ele em mais de um projeto, de ter sido amigo dele muito antes dele ir para o Rio. Ter visto ele no Grammy subindo com a Maria Rita para gente é como se a gente estivesse lá também, ele estava lá representando a gente. As lições que ele deixou estão aí para todo mundo assimilar. Cada disco dele, era uma aula.

Victor Z, músico e produtor: Tom Capone foi uma pessoa que desde Brasília, onde eu acabei vendo ele crescendo, sempre levantou para fazer o que ele mais gostava na vida, que era ou tocar ou estar no estúdio. Foi uma pessoa que viveu intensamente todos os segundos da vida dele e em prol daquilo que ele estava acreditando. Tom Capone para mim foi sinônimo de vida no sentindo mais amplo, de estar sempre para frente.

Trabalhei com ele por seis anos, seis anos de convívio. Gilberto Gil, Lenine, Milton Nascimento… O disco do Lenine para mim foi uma das grandes revelações. Na música existe muito isso, o momento do artista e o momento do produtor. E em vários momentos você vê que essas coisas se juntam. Então acho que com o Lenine e o Tom rolou uma coisa assim.

Eu acho que ele está deixando uma trilha sonora para a humanidade. As coisas que ele fez já não estão só aqui no Brasil. Se ele deixou alguma coisa mais sutil, maior, foi a maneira como ele utilizou toda a técnica dele, que sempre foi com arte.”

Setembro de 2004