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Toninho de Souza lança da Melanciacultura ao Melantucanarismo

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Brasília é a origem de tudo aqui. Eu cheguei criança. Foi justamente no início da construção de Brasília que eu comecei a pegar argila que saía das construções, já começava a rabiscar o saco de cimento vazio, que fazia parte da minha casa, que era feita com saco de cimento vazio em um canteiro de obras.

Depois desse processo inicial comecei a pesquisar sozinho, no meu ateliê, desenhos sobre cartolina, sobre papel. Aí usava guache, usava nanquim, usava lápis de cor, lápis de cera. Eu ainda não tinha experimentado a tinta a óleo, que é a tinta comum utilizada pelos artistas.

Eu pintava Brasília, pintava as mulheres, as paisagens. Mas isso não me tornou um artista conhecido. Mas foi em 1981 que veio uma ideia de pintar só melancias. Minha esposa grávida teve desejo de comer só melancias. Então comecei a cortar melancias, comer melancias, dar melancias para a minha esposa.

E mandei esse trabalho para um salão de arte. Um salão que eu tinha por três vezes tentado entrar e não conseguia. E ganhei o primeiro prêmio. Durante três anos minhas obras só tinham as melancias. A linguagem “melancia é cultura”.

Eu já estava fazendo tantas melancias, que queria acrescentar mais cores na minha obra. Foi quanto eu, visitando o zoológico de Brasília, vi as araras e os tucanos. E aí eu inseri pela primeira vez os tucanos e as araras nas minhas obras.

O “Melantucanarismo” é a união de melancias, tucanos e araras.

O livro são 37 anos de arte resumidos em apenas 292 páginas. Então aqui a pessoa vai ter uma experiência de trabalho. Aqui eu coloquei as principais obras que eu idealizei, obras que fui premiado, obras que me colocaram em uma posição de destaque dentro das artes visuais brasileira.

O objetivo do meu livro é divulgar toda uma produção de artes visuais para as pessoas conhecerem realmente o que acontece na trajetória de um artista plástico. E também o que aconteceu na história da arte universal.”

Dezembro de 2005