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Tuba Antiatômica, um som psicodélico brasileiro

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Memórias do Brasil

Descrição:

“O Lula tinha um trabalho em Bossa Nova. E a gente já tinha trabalhado em um grupo de teatro de 1992 a 97, por aí. Depois, cada um correu para um caminho. Eu estava escrevendo poesia e estudando cinema. E a gente se encontrou fazendo música nas noites de Brasília. Eu e Lula, a gente matando a saudade, começou a fazer algumas músicas. E ele me chamou para o show que ele ia dar e que ia tocar duas músicas que eu tinha escrito. Eu cantei “ator” com o Lula. E depois de um tempo vieram me chamar para fazer uma banda.

O nome na verdade veio foi uma coisa meio esquisita. Um dia eu acordei e falei “esse nome é ideal, Tuba Antiatômica”. A gente já vem trabalhando há muito tempo, cada um com a sua linguagem. De repente a gente viu que a música era uma linguagem que estava todo mundo falando e que estava tocando as pessoas por dentro. Não só a gente mas outras pessoas que viviam entrando em contato com a gente. E da paixão pela bossa nova veio a paixão por outros ritmos e a vontade de falar a verdade do Brasil. A gente foi juntando a bossa nova com isso e as loucuras das pessoas, foi chegando um pessoal mais atômico, que já tocavam em umas bandas meio psicodélicas. Aí foi ficando esse som brasileiro psicodélico brasiliense.

O que aconteceu aqui em Brasília foi que a gente começou a tocar e teve uma receptividade muito boa. Isso incentivou a gente a tocar bastante aqui em Brasília. Mas a gente foi correr atrás dessa história de público fora. Tocamos no Nordeste, foi excelente, todo mundo gostou muito, a gente voltou com mais pilha ainda para tocar para cada vez mais gente. A gente começou a viajar mais e tocar mais aqui em Brasília também.

Eu acho que para a gente, sucesso é a gente estar podendo fazer o que a gente quer e cada vez mais a gente poder viver fazendo uma coisa que a gente acredita com toda dignidade. É, de repente, olhar para um mundo que te fala para fazer um monte de coisas certinhas e correr atrás de uma grana e você falar “não, eu vou fazer o que para mim é certo, que é expressar o que eu estou sentindo e ter certeza de que isso pode chegar em outras pessoas e ser favorável a existência delas.”

Março de 2000