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Um Museu do Vinil no Guará e a Quarta Vinil do extinto Gate’s Pub de Brasília

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Começamos o programa de hoje falando sobre o museu do vinil que fica no Guará com mais de 7 mil discos. E o melhor, aberto ao público.

Ricardo Retz: Maria Bethânia, Gal Costa, Roberto Carlos. Discos que aparecem demais. Amado Batista. Do rock ao blues, né.

Mariana Brasil: E eu queria saber melhor sobre a sua ideia de começar a colecionar vinil.

Ricardo: Bom, eu já tinha uma pequena coleção quando eu morava em São Paulo. Lá a gente compra disco em banquinha de jornal, em brechó, então eu já tinha uma pequena coleção. Quando eu mudei pra Brasília, eu fui trabalhar num galpão de reciclagem de papéis e comecei a ver muitas capas de disco. Aí eu ficava imaginando, pô esses discos tão indo tudo pro lixo. Aí quando eu saía com kombi nos prédios pra pegar os papéis eu pedia pros zeladores juntarem também os discos junto com as capas. Depois eu tive a ideia de pegar o carrinho de supermercado e bater de porta em porta.

Mariana: Então aí você começou a juntar os discos e agora a sua coleção chega a quantos exemplares?

Ricardo: 7 mil discos. As pessoas vem aqui e falam “pô, é um túnel do tempo musical”, é um museu, é um paraíso sonoro. O pessoal se amarra. A gente tem coleções aqui de panfletos. Desde ’84 que eu coleciono panfletos de shows aqui de Brasília, da Legião, da Plebe Rude. Tem coleção de revistas tem a Bizz número 0. Tem coleções de zines.

Aqui é aberto a visitações. É só o pessoal ligar, agendar um horário. Pode vir aqui, vasculhar os discos, matar a saudade das músicas.

Mariana: Depois de tudo que você curtiu aqui no programa sobre vinil, você vai conhecer um dos principaIs redutos de quem curte esse tipo de produção musical aqui em Brasília. É aqui no Gates, na famosa Quarta Vinil. Vamos lá.

Rubens Carvalho, Gate’s Pub: Eu sempre tive vontade de fazer um noite aqui só de vinil. Aí coloquei em prática a ideia de vinil, onde toda quarta-feira eu faço e convido uma pessoa pra vir fazer vinil comigo.

A gente vai tentar passar um pouco da nossa experiência musical do que a gente gosta, eu e o Ulisses, que é o outro DJ e, mais pra frente, quando a noite tiver mais agitada a gente vai botar um som mais dançante.

Rubens: A ideia é a história musical de cada pessoa. Cada pessoa que vem aqui coloca o que ela gosta de ouvir. Independente de época, de tudo. Se for jazz, se for blues, se for clássico, se for tango, se for rock.

Eu venho porque eu gosto de vinil, inclusive eu já toquei aqui umas duas vezes.

Toda quarta já faz bem uns 6 meses, tô aqui.

Rubens: Eu comecei a fazer pessoas que tem muito vinil e tem muito bom gosto. Então começou a atrair um público querendo ouvir coisas novas.

Tem um público muito legal, a música é boa. Geralmente é mais rock and roll, é um som que eu adoro.

Como sempre, delírio.

Rubens: É uma coisa de improviso e uma coisa de pesquisa. Então deu certo por isso, porque cada noite é uma noite diferente. Não tem repetição. Pegar o vinil, uma radiola, um toca discos… tem uma coisa nostálgica, é uma coisa muito gostosa, é um ritual muito gostoso ouvir vinil.

Novembro de 2002