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Uma sátira aos ‘reality shows’ da televisão brasileira e internacional

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Cláudia Ohana, Cristina Pereira, Giuseppe Oristanio estiveram em Brasília com o espetáculo “Closed Show”, uma sátira a programas ‘reality show’ da televisão brasileira.

Giuseppe Oristanio: A ideia é uma grande sacada do Marcelo Rubens Paiva. Ele fez uma sátira, uma miscelânea de todos esses reality shows que existem na TV brasileira hoje em dia. Acorrentados, Apaixonados, Casa dos Artistas, Big Brother… É uma mistura de tudo isso, e a gente no palco brinca com essa loucura que determinadas pessoas tem de aparecer a qualquer preço.

Cláudia Ohana: Até onde o ser humano vai pra se expor, pra ter o sucesso, a fama. Acho que é basicamente isso, numa grande brincadeira.

Cristina Pereira: Embora seja a história de um programa de televisão, também vai se discutir o relacionamento de homens e mulheres. É aí que vai começar uma lavação de roupa suja, vai começar uma competição e eles vão começar a falar de tudo e principalmente de sexo.

Cláudia: Muito sexo, é verdade. Aí os homens falam o que eles acham das mulheres e a gente fala o que a gente acha dos homens. Reclamamos muito. Quer dizer, os personagens. A mídia também tem interesse em mostrar o lado das pessoas, o lado do humano, da casa das pessoas, com quem ela fica, com quem ela namora, quem ela beijou. Também tem essa coisa da mídia, do mundo que a gente tá vivendo. Acho que não é só a televisão.

Cristina: Porque a televisão faz muita coisa boa também, né? Tem a parte dramatúrgica da televisão que é muito interessante. Tem coisas muito interessantes. E é, como a Cláudia falou, um veículo importantíssimo. Tem pessoas que estão em rincões distantes do Brasil onde não tem nada. Ela só tem a televisão. Às vezes não é nem a dela, é de um vizinho, é de um barzinho, de uma birosca onde elas assistem. Então a televisão é um meio de comunicação fortíssimo, importantíssimo. E tem uma responsabilidade social também diante disso.

Giuseppe: Na verdade acho que o resultado de nosso espetáculo todo, além de propor essa discussão à respeito desses programas, é mais do que tudo um grande divertimento onde a gente que está no palco se diverte muito e a plateia também, ao se identificar, gostando ou não desses programas, ela também se diverte percebendo o ridículo de que o ser humano é capaz.

Cláudia: A arte faz parte de um documento do nosso país, né?

Novembro de 2002