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Vozes de Brasília com o locutor e jornalista Oswaldão

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eu já parei pra pensar. Eu me lembro, eu tinha uns 15 anos, morava na fronteira do Paraguai, em Pedro Juan Caballero. Ninguém sabe disso. Eu lembro que eu ficava gravando os programas de rádio do Paraguai e terminava às 7 horas da noite o rádio lá. Eu lembro que o locutor falava assim: “llega lo término del programa, hasta mañana”.

Aí eu lembro depois que eu, molecão, com 17, 18 anos, ficava brincando de rádio com um amigo meu.

Eu sou de Brasília, saí pra aprender rádio. Comecei aqui em 90 e tô aí até hoje. Já são 20 anos só em Brasília né. Tem historinha já, no rádio. Estou na Club FM de 8 da noite à meia noite de segunda a sexta. Tenho o dobro de audiência que o segundo lugar. Tem hora que junta 1, 2, 3, 4, 5 rádios e não dá minha audiência.

O meu programa toca muita música sertaneja, pagodinho romântico, música internacional romântica, o ‘axézão’ pra cima, música alegre. Tenho um personagem que é “Cavalinho Comanche”. Entra alguém no ar eu falo que o meu cavalinho com mancha mandou um abraço. Ele não emite som, não emite nada e até as pessoas mandam alô pra ele. Sempre ao vivão.

Participação do ouvinte, eu adoro. Por mim eu fazia um programa só de participação de ouvinte. Entrava um, saía outro, só ficava batendo papo.

Ligam bastante para ganhar presente, pra arrumar namorado, pra bater papo com o locutor. A rádio tem essa magia que as pessoas alimentam um carinho muito grande pelo locutor. Isso é muito bom, eu fico muito feliz.

Tá na veia, eu nasci pra isso. Rádio é ação, emoção e transpiração. Tá aqui ó. Gosto de rádio, defendo minha classe, defendo todo mundo e sou apaixonado pelos meus ouvintes, principalmente. Amo demais.

Oswaldão é o cara que gosta de esporte, né. Gosta de Jiu Jitsu, de Tae Kwon Do, de malhar, de correr, de nadar…

Desde criança morei na Asa Norte. Hoje em dia, eu moro nos condomínios do Lago Sul, fiz uma casinha e moro lá. Hoje em dia minha vida é ali, de frente a uma reserva ecológica.

“Fala bebezão!”, hoje em dia é bebezão, né. O mais forte é o “aúuu filé… é o bebezão”. O bebezão que é o grande lance.

Uma vez eu vi um filme, “Meu nome não é Johnny” e o cara falava bebezão pra namorada dele e eu falei: “vou mandar esse bebezão também”.

Eu tava na rua, uma menina que atende na padaria falou assim comigo “Oswaldão, porque você não fala aquele aúuu, filé? Tinha um locutor que falava”. Falei “boa ideia a sua”. Ou seja, foi uma ouvinte que gostou de um outro locutor que foi embora, que não trabalha mais aqui. Aí comecei a falar e pegou.

“Olha aí gatinha, olha aí gatão, segura o seu radinho para ouvir esta canção. Não fique triste nem marcando passo. Oswaldão chegou para agitar o seu pedaço. Vamos nessa galera, vamos nessa agitar, quero ver comigo todo mundo cantar. Quero ver esta galera comigo agitando. Quero ver comigo na Club todo mundo cantando.”

Eu adoro, eu amo meus ouvintes. Eu gosto do que faço, amo meus ouvintes, sou muito feliz com o que eu tô fazendo.

Fevereiro de 2010.